O dragão de Komodo é a maior espécie de lagarto atualmente viva. Ele pode crescer até 3 metros de comprimento e pesar 90 quilos.

Esse carnívoro musculoso, armado com veneno e dentes afiados tem em seu cardápio presas do tamanho de veados, javalis e até búfalos.

Por mais formidável que o dragão de Komodo pareça, ele corre muito risco. Em sete ilhas indonésias, que são os únicos lugares em que a espécie vive em estado selvagem, a população tem diminuído devido a interferência humana.

os seres humanos queimam seu habitat e caçam animais que são suas presas, o que acaba levando a morte de muitos desses animais.

Quando a espécie precisa ser reabastecida, o que uma mãe-dragão deve fazer? Ela pode reproduzir à moda antiga, acasalando-se com um macho e botando ovos. Assim como a maioria dos répteis.

Ou ela pode botar ovos sem acasalar, através de uma espécie de processo de nascimento virgem chamado partenogênese.

Em 2006, no zoológico de Chester, na Inglaterra, uma fêmea chamada Flora, que não tinha contato masculino, depositou uma ninhada de ovos viáveis ​​que os testes mostraram ter apenas o DNA dela.

Essa foi a primeira confirmação de partenogênese em dragões de Komodo em cativeiro.

Como funciona? Nos dragões de Komodo, as fêmeas têm cromossomos sexuais masculino e feminino dentro dela. Os materiais genéticos necessários para o desenvolvimento dos embriões. Essa autofertilização gera filhotes que são absolutamente saudáveis, mas todos são do sexo masculino.

Ser capaz de se reproduzir sexualmente e assexuadamente dá aos dragões uma enorme vantagem evolutiva. Se não tiver nenhum macho, as fêmeas pode gerar filhos partenogeneticamente, e quando mais velhos, podem eles podem ser seus companheiros.

Não é o ideal para manter a genética diversificada, mas é uma maneira das espécies sobreviverem. Essa é uma incrível habilidade do lagarto mais impressionante do mundo.